Mostrando postagens com marcador ponto costuroso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ponto costuroso. Mostrar todas as postagens

25 de fevereiro de 2012

safári

Trabalho Desenvolvido Pala Associação das Costureiras de Itapagipe.


um poema tributo. dedicado a um cidadám exemplar, o criador de um império invejado no mundo. um empresário que antes de deslocalizá-lo, fomentou o trabalho escravo na própria terra. e seique lhe devemos agradecemento.

conheço pessoas que trabalhárom há já anos en obradoiros clandestinos que cosiam para zara. ou para outra empressa que trabalhava para outra empresa que trabalhava pra zara... sem seguro, fazendo horas de mais, se poder enfermar, cobrando menos do que marcavam as nóminas... hoje som pessoas de marrocos ou brasil, mas antes estivérom aqui.

este texto nasce duma anedota pessoal. eu, caminhando pola minha vila, a estrada, vim, uma manhá qualquer, como, chegada a hora do jantar, começarom a sair mulheres dum local aparentemente sem habilitar para negócio nengum. o que alí havia era um obradoiro clandestino desses que sempre pensamos que só existem na china ou na índia.


a imagem tirei-na de aqui. é da galeria de fotos Gov/Ba.

5 de fevereiro de 2012

as bombardeiras do fio

olhar duma maneira diferente o mundo a través da calceta:

Guerreiro romano da DOMUS, Corunha
Muller com espelho, Madri


Mas o melhor é ver a calceta feita acçom colectiva:


Yarnbombing Coruña from www.enimaxes.com on Vimeo.

5 de janeiro de 2012

patchwork I

abuela bordando :)


a imagem é de sempre: uma avó afastando o bastidor para comprovar que o desenho é percebido. a mesma avó achegando o bastidor a uns olhos cansos e míopes de tanto trabalhar na agulha e ás escuras.

mas o poema também é um guia para a leitura do livro: se na olhada ao pormenor temos cada um dos textos com a sua pequena estória, na olhada panorâmica podemos abarcar uma história das mulheres desde os inícios da humanidade até o hoje.


 a imagem tirei-na de aqui, é de laura ramos e leva por título abuela bordando.


3 de janeiro de 2012

ponto costuroso

o ponto costuroso rendilhado por hortensia fernández

um dos pontos mais complicados de urdir, pois há de servir para arranjar e para criar, para cerzir e para bordar. tem a qualidade de invisível mas imprescindível. tende á desapariçom, arrasado polo velcro, a cola e outras modernidades.
escrevendo um livro com estrutura de colcha de retalhos, havia de ter um apartado dedicado em exclusiva aos trabalhos do tecido e a costura. fòrom estes, por tradiçom e história, labores femininos. 
eram as mulheres da casa, nas noites de invernada, as que trabalhavam a lã, o linho, o esparto e qualquer outra fibra para fazer delas vestimenta. 
eram elas que aprenderam (e provavelmente descobriram) a arte da tingidura. 
e elas passârom, de geraçom em geraçom as diversas castes de calceta, rendilhado, crochet, bordado, patchwork, etc. que vestem as nossas pessoas e os nossos lares.