Mostrando postagens com marcador ler para escrever. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ler para escrever. Mostrar todas as postagens

25 de setembro de 2012

falou... e falou bem

a imagem tem amo: luis tosar.

maría reimóndez fala de feminismo para praza pública e reflexiona sobre muitas questons que sobrevoam polas terras aquiltadas: a ideia de patriotismo, a invisibilizaçom dos trabalhos das mulheres, as dúvidas com respeito às teorias queer... 


21 de janeiro de 2012

as sapatilhas encarnadas 1

National Aids Trust (NAT) - Walk for Life - Red Shoes
Estou no centro
duma cidade morta
e amarro as sapatilhas encarnadas...
Nom som minhas.
Som da minha nai.
E da sua nai.
Transmitidas como uma herdança,
mas agachadas como cartas vergonhosas.
A casa e a rua que lhes corresponden
estám agachadas e todas as mulheres também
estám agachadas...

Anne Sexton, penso que do poemário Transformations, 1971.


A versom original e completa do poema, podedes lê-la aqui. e, porfavorinho, tradutoras, traduzide-me esse livro!

a imagem tirei-na de aqui. é de NAT - National AIDS Trust e leva por título red shoes.

Janis Joplin I



Poemas que aparecem entre as linhas doutras escritas:

Janis Joplin, a cantora de blues dos anos sessenta, é um bom exemplo de mulher fera cujos instintos resultárom feridos polas forças que esmagárom o seu espírito. A sua vida criativa, a sua inocente curiosidade, o seu amor à vida e a sua atitude um tanto irreverente em relaçom com o mundo nos anos do seu desenvolvimento fôrom despiedadamente censurados polo seu professorado e por muitas das pessoas que a rodeavam na surenha comunidade baptista branca da sua época, na que tanto eram encarecidas as virtudes da "boa menina".
[.../...]
Há algo em Bessie Smith, Anne Sexton, Edith Piaf, Marilyn Monroe e Judy Garland que segue a mesma pauta de instinto ferido, que é própria da fame da alma: a tentativa de "encaixar", a sua conversom em alcolizadas, a sua incapacidade para se deter. Poderiamos elaborar uma listagem muito longa de mulheres com o instinto ferido que, no vulnerável estado em que se encontravam, tomárom umas decisons muito desacertadas. Como a menina do conto, todas elas perdérom polo caminho as suas sapatilhas feitas a mão e chegárom até os prejudiciais sapatos encarnados. Todas morriam de tristura, pois estavam famintas de alimento espiritual, de relatos da alma, de naturais vagabundeios, de adornos pessoais de acordo com as suas necessidades, de aprendizagem divina, duma sã e singela sexualidade. Porém elegérom sem querer os sapatos malditos -as crenças, as acçons, as ideias que provocárom o progressivo deterioro da sua vida- e estes virárom-nas espectros entregados a uma dança aloucada.
 clarissinha: mulheres... pág. 329

6 de janeiro de 2012

curandeira I

Pandereteira

nos mitos, os cantos sanam as feridas e som utilizados para atrair as peças de caça. as pessoas atraem-se por meio do canto dos seus nomes. a dor é aliviada e um mágico alento restaura o corpo. os mortos som evocados ou ressuscitam por meio do canto.
dize-se que toda criaçom estivo acompanhada por um som ou uma palavra pronunciada em voz alta, um som ou uma palavra pronunciados com o alento.
considera-se que o canto procede de uma misteriosa fonte que outorga sabiduria a toda a criaçom, todos os animais e os seres humanos, as árvores, as plantas e qualquer ser que escuite.
nos contos dize-se que todo quanto tem seiva tem canto.
clarissinha: mulheres... pág. 260


a foto tirei-na de aqui. é de appleando e leva por título pandereteira.


17 de dezembro de 2011

dos contos populares

Forgotten_Fairytales_by_zemotion
  os contos de fadas e os mitos som uns iniciadores; som os sábios que aprendem a quem vem depois.
clarissinha: mulheres... pág. 428

isso há de ser o livro: um conto de fadas para aquelas que venham. o conto que a mim ninguém me deu a ler, ninguém me leu, ninguém me contou.


a foto tirei-na de aqui. é de zemotion e leva por título forgotten fairytales.

14 de dezembro de 2011

campo de refugiadas

o poema é tal qual o quadrinho inferior esquerdo...
 poema nascido desta página do livro palestina, de joe sacco.

e que comparte filosofia e ideologia com esta maravilha de rafeef ziadah, رفيف زيادة: